domingo, 30 de agosto de 2015

O amanhã de ontem é hoje


Cá estou eu, em pleno domingo de manhã, tentando analisar a vida. Isso mesmo que você leu, euzinha, uma adolescente de dezesseis anos, que não sabe nem o que comerá no almoço, tentando dizer algo sobre a vida. Pff. E o que eu sei sobre a vida?
A filosofia estuda o sentido da vida, mesmo que alguns filósofos digam que ela não tem sentido, e alguns cientistas afirmam que o sentido da vida é se reproduzir. Acredito que a vida, no fundo, não faz sentido para ninguém. Passamos nossos setenta e quatro anos (expectativa de vida de um brasileiro) tentando entender quem somos e para onde vamos para, só no final percebermos que nada disso fará diferença. Viemos do pó e ao pó voltaremos. Simples e um pouco aterrorizante. Mas então, o que eu estou fazendo aqui, me matando de estudar para uma prova de física? É eu também não sei.
Atualmente, tem pouco mais de sete bilhões e trezentos milhões de habitantes no mundo. Cada um com sua vida, seus problemas e seus sonhos para realizar. Todas essas pessoas tem um jeito de levar a própria vida e de julgar o que é certo e o que é errado. Alguns investem forte em sua formação para, no futuro, terem uma carreira de sucesso. Outros preferem viver cada dia de sua vida como se fosse o último, indo á festas, beijando todas as pessoas que tiverem vontade e regando-se a álcool. E agora amiguinhos vocês me perguntam: quem está certo? Chega mais perto, deixa eu te contar um segredo: na vida real não existe o certo e o errado, existe o modo como cada um vive a sua vida. Seja trancada dentro do quarto ouvindo heavy metal no último volume, seja se apaixonando por pessoas e lugares, seja estudando igual louco para o vestibular de filosofia. Ninguém está errado, as pessoas só tem que aprender a olhar para dentro de si antes de ficar apontando o dedo para a forma como cada um vive a sua vida.
E aí, caímos naquela velha história que virou música do Roberto Carlos: é preciso saber viver? Sim, é preciso, mas nada que uns tombos e alguns ralados no joelho não nos ajudem. Estamos todos nos adaptando. Não temos que ter medo e nem ligar para a opinião alheia. Passe aquele batom roxo que você sempre quis usar, mas tinha receio do que seus amigos falariam. Vista aquela camisa rosa que te engorda um pouco, mas que você ama. Use aquele delineador azul que você comprou com a sua mãe naquela loja moderninha no centro da cidade. Depois que você fizer tudo àquilo que sempre teve vontade, mas que não fez por conta da opinião alheia, vai se sentir uma nova pessoa. Como se estivesse presa esse tempo todo e, só agora conheceu a verdadeira vida real. Experiência própria
Voltando á primeira pergunta do texto, eu não sei nada sobre a vida. Assim como as pessoas dizem, nossa única certeza é a morte. Mas eu sei o que eu quero para a minha vida. Sei que eu quero inspirar e emocionar as pessoas. Sei que quero deixar um pouco de mim em cada pessoa que lê o que eu escrevo ou que convive comigo. Sei que quero conhecer pessoas, lugares e culturas diferentes.

Não vou dizer como você deve levar a sua vida, mas não se esqueça que, todo dia morremos um pouco. Sempre comparei a vida como uma viagem de avião. E nós somos os passageiros. Uns preferem assistir filmes durante toda a viagem para fugir um pouco da realidade. Outros preferem dormir e só acordar quando chegarem no destino final. E tem ainda, aqueles que aproveitam cada minuto, conversam com o passageiro ao lado, ouvem músicas e veem filmes. A vida não te rotula. Se você quiser ir por outro caminho, não tem problema, aguente as consequências, mas não deixe elas te impedirem de viver. E se aquele caminho também não for o que eu queira? Mude de novo. Mude quantas vezes você quiser. Dica para você, que vive o futuro: um presente chegou, e ele começa em três, dois, um JÁ! 

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